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Saúde Mental nos tempos modernos

  • Foto do escritor: Mylene Drummond
    Mylene Drummond
  • 28 de abr.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de abr.



Mylene Drummond, professora e psicopedagoga
Mylene Drummond, professora e psicopedagoga

O que tem ocorrido com a humanidade? Epidemia? Pandemia de saúde mental?

Na verdade, ou nós conseguiremos mudar a nossa rota, ou teremos seres humanos cada vez mais adoecidos e vulneráveis.

Por que somos tão infelizes? O que está faltando nestes tempos que têm nos deixado tão frustrados?

Crianças e adolescentes entristecidos, sem relação humana, trancados em suas dores e em seus quartos; número cada vez maior de distúrbios comportamentais e adoecimentos mentais, levando aos extremos pessoas de todos os níveis sociais.

O suicídio é considerado um problema ocasionado por múltiplos fatores, como questões individuais, psicológicas e culturais; mas é comprovado, por estatísticas, que vulnerabilidade social, desemprego e pobreza são fatores de risco, gerando vulnerabilidade socioeconômica e pouca integração social.

As relações humanas, cada vez mais frias e individualistas, levam as pessoas ao isolamento, e as frustrações comuns da vida se tornam cada vez mais impactantes. O que era para ser uma tristeza, um luto, uma TPM, se torna algo cada vez mais agravado, pois não temos amigos e temos pouco, ou quase nenhum, acesso a terapias alternativas e psicológicas para tratar estes casos.

O fator ainda não identificado, mas que chamo para reflexão, é o uso exagerado de psicotrópicos, receitados em larga escala pelos psiquiatras desta nova geração, deixando as pessoas cada vez mais dependentes; contrariando, até, a opinião de alguns psiquiatras renomados, como Guido Palomba, que afirma que, nos dias atuais, existe um uso de remédios psicotrópicos em larga escala, levando a diagnósticos de depressão para aquilo que seria apenas uma tristeza, uma frustração comum da vida, que, com algumas terapias, mudanças de hábitos e atividades físicas, poderia ser tratado.

O mundo capitalista acelerado, que adoece as pessoas, também promete curas rápidas com base em pílulas que anestesiam as dores da alma; em contrapartida, abastece de dinheiro e usuários de drogas lícitas os mercados da indústria de fármacos. Chega-se a pensar em conspiração global, mas a realidade é esta.

Consultando, hoje, várias opiniões de novos especialistas — nutrólogos, generalistas e psicanalistas —, podemos entender que psiquiatras prescritores de drogas apenas não atendem ao ser em sua totalidade, de forma holística.

Os adoecimentos mentais podem estar relacionados a múltiplos fatores: aos minerais e vitaminas, cujas dosagens quase sempre os médicos não solicitam, e cujas carências levam a várias disfunções, inclusive cognitivas.

É necessário que haja políticas públicas profundas em saúde para mudar esta realidade, principalmente porque somos fruto de uma pandemia muito mal conduzida, que levou a traumas, perdas e isolamento.

Existe uma Portaria Normativa federal do Ministério da Saúde instituindo, desde 2006, as PICs — Práticas Integrativas e Complementares no SUS —, sendo a 971/2006, a 849/2017 e a 702/2018; mas órgãos como o CFM e a ANVISA não deixam estas terapias ganharem força no Brasil, mesmo com legislação vigente para implantação em nível de estados e municípios.

Por que eu falo de terapias como homeopatia, yoga, acupuntura, termalismo, reiki, entre outras? Basta ler os efeitos adversos e colaterais presentes nos psicotrópicos para entender que não existe uma pílula da felicidade. Precisamos aprender a lidar com nossas dores e tristezas; remédio psicotrópico é para pessoas com transtornos sérios, não é para tratar as tristezas, as frustrações e os estágios de sofrimento inerentes à própria condição humana, que podemos vencer com outras ferramentas.




 
 
 

2 comentários

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selmadrummondf
29 de abr.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Professora e Psicopedagoga Mylene Drummond, muito assertivo sua informação, sua opinião. No👍 Brasil, o Sistema Único de Saúde possui a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que inclui diversas terapias integrativas oferecidas em algumas unidades de saúde. Entretanto, o acesso ainda é limitado e desigual entre municípios.


Os órgãos públicos nem sempre oferecem amplamente a medicina alternativa por alguns motivos:


exigência de comprovação científica rigorosa para incorporação de tratamentos;

falta de investimento e profissionais capacitados;

predominância histórica do modelo biomédico tradicional;

interesses econômicos ligados à indústria farmacêutica e hospitalar;

dificuldade de padronização e regulamentação de algumas práticas.


Também há críticas legítimas: algumas terapias alternativas não possuem evidências científicas suficientes para substituir tratamentos convencionais, especialmente em casos graves. Por…


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Nelma Alves de Almeida Soares
Nelma Alves de Almeida Soares
29 de abr.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Um tratamento correto e multidisciplinar ainda não está no alcance de todos. Isso é o agravante.

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