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7 a 6: resultado livra prefeito Evandro Lott de Guanhães de investigação parlamentar

  • Foto do escritor: guanhaesemfoco
    guanhaesemfoco
  • 9 de mai.
  • 2 min de leitura

Evandro Lott, preso em 4 de abril (Foto Instagram)
Evandro Lott, preso em 4 de abril (Foto Instagram)

Por 7 votos a 6, vereadores de Guanhães decidiram pela não abertura de investigação parlamentar contra o prefeito Evandro Lott (Republicano) durante a 7° Sessão anual da Câmara, realizada em 4 de maio último.

 

Lott está preso desde 4 de abril no presídio de Governador Valadares, por determinação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Ele responde por violência contra a mulher e por improbidade administrativa.

 

Entre os vereadores que votaram pela abertura de investigação contra o prefeito, prevaleceu a sustentação da existência de indícios graves de violência doméstica e de corrupção, conforme ata lida pela secretária da casa.

 

Já entre os que disseram não, além do argumento de que uma investigação só iria desgastar ainda mais a imagem do município diante da opinião pública, prevaleceu o apelo ao direito do contraditório, ou seja, de que o prefeito deveria primeiro ser ouvido.

 

A favor da investigação, André Luís (PT) sustentou a existência de indícios de corrupção praticado apelo prefeito e Claudiane Azevedo (PDT) disse ser inaceitável que um agressor de mulher continue a frente do executivo de uma cidade como Guanhães. “Como as mulheres serão tratadas?”, questionou.

 

Em discurso inflamado pela não investigação, mesmo reconhecendo a gravidade das denúncias, Epifânio Sette (PODE) foi enfático em sua decisão. “Não se pode rasgar mais de 8 mil votos apenas pela opinião de poucos vereadores”, disse. Em seguida, pediu desculpas aos "colegas" defendendo o direito de opinião.

 

Já Rodrigo Bretas (PODE) alegou que, em 2022, a prefeita Dóris Campos (PDT) teve direito a ampla defesa quando a Câmara abriu processo de investigação contra ela à época. Segundo ele, mesmo com indícios de corrupção, o processo foi arquivado por insuficiência de provas. "Hoje, já estamos julgando o prefeito Evandro sem ouvi-lo”, disse, ao justificar o voto contrario a investigação parlamentar.

                                                                         

Reincidente

 

Apesar do resultado parlamentar a favor, comemorado pela maioria da plateia presente, Lott, que continuará preso, poderá ainda ser condenado pela justiça e perder os direitos políticos. Vale lembrar que o prefeito é reincidente.


Ele responde por outros processos envolvendo danos ao erário público e por improbidade administrativa quando era presidente da câmara em 2015.

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