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Um patrimônio guanhanense sem quase nenhuma informação e para poucos

  • Foto do escritor: Betto Ferreira
    Betto Ferreira
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Pista do aeroporto de Guanhães, ao fundo, às margens da MG 120 (Foto Google)
Pista do aeroporto de Guanhães, ao fundo, às margens da MG 120 (Foto Google)

Quem passa pela BR 120, mais especificamente na altura do km 286, cerca de 14km do centro de Guanhães, depara-se com uma imagem tanto quanto inusitada: do lado direito, sentido São João Evangelista, existe uma enorme pista asfaltada.

 

Devido o aspecto de abandono, encoberta por arbustos e outros vegetais, a pista mais parece uma obra viária inacabada e esquecida. Mas ali está o aeroporto da região, mais conhecido como aeroporto de Guanhães. No local, não há iluminação pública, nem sequer no trevo de acesso. Também não há indícios de segurança.

 

Identificada sob a sigla SNGH (ICAO) pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (LATA), de acordo com informações, a pista teria sido construída durante o governo Newton Cardoso (1987-91) com capacidade para receber aviões de pequeno porte e até jatos.

 

Nem mesmo a Agência Nacional de Aviação (ANAC), órgão responsável pela aviação civil no Brasil, tem informações atualizadas do aeroporto. Segundo se dispôs a informar a agência, a gestão do “aeródromo” (é assim que o órgão trata o aeroporto) é da prefeitura local e nada consta sobre o equipamento nos arquivos do órgão federal.

 

A prefeitura confirma o que diz a ANAC. Mas, por meio da Assessoria de Comunicação, apenas soube dizer que em 2016 houve uma tentativa, sem êxito, de incluir o aeroporto no programa Voe Minas do governo do Estado, à época, governado por Fernando Pimentel (PT). O programa, que subsidiava empresas aéreas de pequeno porte para promover a integração do comércio regional, foi interrompido pelo sucessor do petista no início de 2019.

 

"Perda de homologação"


As poucas informações encontradas sobre o aeroporto estão em um site de pesquisa chamado Em Sampa. De acordo com o site, a pista tem 1.250 metros de comprimento e 30 de largura e está a 798 metros de altitude. Diz ainda que o aeroporto não recebe voo regulares.

 

Das cinco empresas do tipo táxi aéreo contatadas por este blog, apenas a Líder, uma das maiores do setor, retornou o contato. Mas apenas para dizer que houve “perda de homologação”, sem dá maiores detalhes do que isso significa na prática. As outras, sequer sabiam da existência do aeroporto.

 

Para poucos

 


Aeronave particular decolando do aeroporto de Guanhães (Foto Youtube)
Aeronave particular decolando do aeroporto de Guanhães (Foto Youtube)

Além de recreação para algumas crianças, atenção de curiosos e adeptos do aeromodelismo, a pista parece servir apenas a uns poucos privilegiados, como fazendeiros e empresários da região que têm seus próprios aviões (conforme flagrado por curiosos em vídeo que está disposto no Youtube).

 

Vez em quando, certos membros da elite política mineira também fazem uso do equipamento de pouso. Caso do ex-governador Romeu Zema (Novo) que, em maio de 2020, durante a pandemia da Covid, veio a Guanhães colher assinaturas de prefeitos locais para adesão ao programa Minas Consciente. Em troca deixou para o Hospital Imaculada Conceição, 10 leitos de UTIs temporária e 2 ambulâncias. 



 

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